5º Domingo da Páscoa (Ano C)
5º domingo da Páscoa C
Leituras do Dia
- 1ª Leitura – At 14,21b-27
- Salmo – Sl 144,8-9.10-11.12-13ab (R.cf.1)
- 2ª Leitura – Ap 21,1-5a
- Evangelho – Jo 13,31-33a.34-35
Chegamos ao quinto Domingo da Páscoa. Neste domingo, nós podemos dizer que o tema central da liturgia é o amor. É exatamente o mandamento do amor que identificará aqueles que são os seguidores verdadeiros de Jesus. Este amor é reflexo do mandamento que nos foi dado pelo próprio Jesus, como veremos na partilha sobre o Evangelho, mas também se manifesta na vida das primeiras comunidades cristãs que vemos na primeira leitura e na visão do novo céu e da nova terra, que vemos na segunda leitura, este local que será o local definitivo, a terra do amor verdadeiro e infinito, destinada àqueles que foram chamados a amar neste mundo como foi ordenado por Jesus.
Na primeira leitura, vemos uma continuidade da leitura do livro dos atos dos apóstolos que lemos na semana passada. No último domingo, nós acompanhamos o começo da primeira viagem missionária de Paulo que, acompanhado por Barnabé, havia partido de Antioquia, indo a cidade de Perge e, de lá, rumado para a região da Psídia, onde eles fizeram um grande discurso na Sinagoga deles e reuniram uma grande multidão de pessoas, muitas das quais, após este evento, vieram a abraçar a fé cristã. Vimos também que eles sofreram grande oposição da comunidade judaica que residia naquela região. Na verdade, os que começavam a abraçar a fé eram os pagãos.
Na leitura de hoje, nós vemos exatamente a conclusão dessa primeira viagem missionária de Paulo. Após ele, junto com Barnabé, terem viajado pelas regiões de Chipre, Psídia e outras localidades da Ásia Menor, chegaram até a comunidade de Derbe. De lá, eles começaram a retornar, passando por outras localidades onde haviam estado e onde também haviam fundado novas comunidades. E, como não poderia deixar de ser diferente, da mesma forma como sofreram grande resistência da comunidade judaica na Psídia, assim também aconteceu em outras localidades, onde a grande maioria dos que abraçavam a fé era composta por pagãos. Como na semana passada, também, a leitura de hoje é bastante recortada. Não é uma leitura direta de todos os versículos. Ela menciona apenas algumas partes do capítulo 14. Por isso, recomendo a quem tiver interesse em compreender melhor o contexto em que ela está incluída, que faça uma leitura completa dos capítulos 13 e 14 do livro dos atos dos apóstolos, para ter uma visão mais global dessa viagem. Fazendo essa leitura, vocês terão uma visão bem legal do contexto em que se realizou essa primeira viagem missionária de Paulo.

Nós vemos nestes dois capítulos uma característica muito marcante na fundação destas primeiras comunidades cristãs. O grande entusiasmo que tomava conta dos primeiros missionários. Esse entusiasmo fez com que eles pudessem vencer grandes contrariedades que a viagem lhes apresentou, onde nós podemos destacar, sem sombra de dúvidas, a grande resistência que lhes foi oposta pelos judeus. E não somente isso, mas também toda a dificuldade que uma longa viagem naquela época proporcionava àqueles que se propunham a realizá-la. Numa época tão precária, onde grande parte das viagens eram feitas a pé, ou no lombo de animal, sem nenhuma regalia de ter um hotel à sua disposição, ou mesmo sem nenhuma garantia de hospedagem durante o trajeto, com dificuldades enormes de alimentação e até mesmo de conseguir água…. Mesmo assim, o entusiasmo que era causado pela Boa Nova superava todas essas contrariedades. A vontade e a necessidade que essas pessoas sentiam de anunciar a mensagem que Jesus havia lhes confiado, superava tudo.
Reparem, também, como o contexto das leituras da semana passada e deste domingo, nos mostra que esse entusiasmo missionário não foi uma obra de inspiração humana, mas de inspiração divina. No início do capítulo 13 do livro de atos, onde se conta o início dessa primeira viagem missionária de Paulo, nos é mostrado que a escolha de Paulo e Barnabé para realizarem a viagem tinha sido inspiração do Espírito Santo. Está lá, nos versículos 2 a 4:
“Enquanto celebravam o culto do Senhor, depois de terem jejuado, disse-lhes o Espírito Santo: “Separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho destinado”. Então, jejuando e orando, impuseram-lhes as mãos e os despediram. Enviados assim pelo Espírito Santo, foram a Selêucia e dali navegaram para a ilha de Chipre.”
(…)continua
Ouça na ÍNTEGRA! Os comentários continuam e abrangem a 1ª Leitura, 2ª Leitura e o Evangelho desse domingo. Você se interessou em aprofundar este conteúdo? Ouça o comentário completo assistindo ao vídeo que contém o programa Conversando sobre a Palavra na íntegra: