15º Domingo do Tempo Comum (Ano C)
15º Domingo Do Tempo Comum – C
Leituras do Dia
- 1ª Leitura – Dt 30,10-14
- Salmo – Sl 68,14.17.30-31.33-34.36ab.37 (R.cf.33)
- 1ª Leitura – Cl 1,15-20
- Evangelho – Lc 10,25-37
Hoje celebramos o 15º Domingo do Tempo Comum e a liturgia de hoje tem como tema central os caminhos que devemos percorrer para alcançarmos a vida eterna. Segundo os textos que vemos hoje, é no amor a Deus e no amor ao próximo que este caminho pode ser encontrado, que pode ser encontrada uma vida vivida em plenitude.
A primeira leitura de hoje é retirada do Livro do Deuteronômio. Este livro é apresentado a nós como uma série de discursos colocados na boca de Moisés. Esses discursos foram pensados por teólogos da época e são frutos de uma profunda reflexão, que quer lembrar ao povo de Israel os compromissos que foram assumidos e que fazem parte da aliança entre Deus e o seu povo. O texto que lemos hoje é uma parte do terceiro discurso de Moisés, discurso esse que tem por objetivo alertar o povo sobre as consequências de escolherem entre a fidelidade e a infidelidade a esta mesma aliança.
O tema central do texto é um convite para que o povo faça uma adesão concreta e sincera às propostas de Deus, aos seus mandamentos. Na cabeça daquele povo, havia sempre a dúvida de como saber qual seria a vontade de Deus, de saber o que Deus realmente queria deles, de como eles poderiam executar a vontade de Deus e não mais serem conduzidos a um outro período de escravidão, como aquela que eles acabaram de ter vivido no Egito. Para o autor do nosso texto, essa não era uma missão muito difícil, não era algo que pudesse ser considerado inacessível. O autor menciona que não era necessário subir ao céu, nem atravessar o mar para que se pudesse ter discernimento e capacidade de se compreender e executar verdadeiramente a vontade de Deus. Mas ele diz que o caminho proposto a nós por Deus não é um caminho misterioso, inacessível ou disponível apenas para pessoas mais iluminadas. Pelo contrário, é um caminho que pode ser encontrado gravado no coração e na consciência das pessoas.
Ou seja, a mensagem que o autor quer transmitir às pessoas é que para alcançar o cumprimento da vontade de Deus e de seu projeto de salvação, felicidade e liberdade para os homens, é preciso olhar somente para o interior de nosso coração, e para o fundo de nossa consciência. É no coração e na consciência das pessoas que Deus fala profundamente. É aí, nesse local silencioso que somente nós temos acesso, que podemos escutar vivamente a Sua voz nos dizendo o tempo todo o que devemos fazer e como devemos proceder. Mas para isso é preciso que estejamos disponíveis e atentos para, no meio de tanta agitação e de tantos estímulos que o mundo moderno nos proporciona, sermos sensíveis para perceber Sua voz no meio de tantos barulhos, no meio de tantas outras vozes.
E esse convite, que hoje Deus nos faz, deve nos levar ao questionamento sobre a qualidade da adesão que dizemos que temos junto a Ele. Não pode ser uma meia-adesão, uma adesão somente em determinadas horas do dia ou em determinadas situações. Não pode ser uma adesão que é classificada de acordo com os nossos interesses pessoais, de acordo com nossos interesses momentâneos. Tem que ser uma adesão completa, firme e verdadeira. É claro que podemos falhar, e certamente falharemos, em alguns momentos. Mas isso é consequência da nossa fraqueza, consequência da nossa humanidade. Em nosso favor, temos sempre um Deus misericordioso, um Pai, que está sempre disposto a nos dar a mão, a nos ajudar a levantar quando falharmos, a nos mostrar novamente qual o caminho certo que devemos seguir, exatamente como um Pai, que ama seu filho, sempre faz. Deus compreende as nossas fraquezas, como um Pai conhece as limitações de um filho e está sempre disposto caminhar ao nosso lado, nos amparando para que, a cada dia, as falhas sejam menores, os erros sejam menores e a caminhada se torne mais leve, mais tranquila, mais serena. Tudo isso faz parte de um processo, que dura toda uma vida e que deve ser baseado numa relação de sinceridade e confiança entre nós e Deus. Mas lembremos sempre que a relação só pode ser quebrada da nossa parte, nunca da parte de Deus.
(…)continua
Ouça na ÍNTEGRA! Os comentários continuam e abrangem a 1ª Leitura, 2ª Leitura e o Evangelho desse domingo. Você se interessou em aprofundar este conteúdo? Ouça o comentário completo assistindo ao vídeo que contém o programa “Conversando sobre a Palavra” na íntegra:
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